Em nosso atendimento clínico, atendemos as diversas condições advindas dos pacientes, como:
A miopia é um erro refrativo ou “grau” bastante ou comum em que os olhos podem ver nitidamente de perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe.
Na miopia a imagem não é formada corretamente na retina, no caso os objetos são focados à frente da retina, assim, a imagem transmitida ao cérebro não corresponde à imagem correta fazendo com que a visão dos objetos distantes pareça turva, dificultando a visão de longe.
Os sintomas mais comuns são dificuldade em enxergar objetos distantes, dores de cabeça, fadiga ocular (visão cansada), lacrimejamento e forçar a visão ou apertar os olhos para enxergar melhor.
Infelizmente não existe cura para miopia. O tratamento é fornecer ao paciente uma correção visual confortável e manter a boa saúde ocular; podendo ser feito com o uso de óculos e lentes de contato ou cirurgia refrativa que, ajudam a focar os raios de luz colocando a imagem sobre a retina.
4.1. B) ASTIGMATISMO:
O astigmatismo é um tipo de erro refrativo ou “grau” bastante comum; ocorre num determinado eixo da visão, causado por uma alteração na curvatura da córnea, fazendo com que a imagem na retina surja distorcida.
Neste caso todos os objetos, tanto próximos como distantes, ficam distorcidos. As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. Geralmente está associado com outros problemas de refração, como miopia ou hipermetropia.
Os sintomas mais comuns são dificuldade para enxergar a noite, dores de cabeça, fadiga ocular (visão cansada), lacrimejamento e necessidade de apertar os olhos para enxergar melhor.
Ainda não existe cura para o astigmatismo. O tratamento é fornecer ao paciente uma correção visual confortável e manter a boa saúde ocular; podendo ser feito com o uso de óculos e lentes de contato ou cirurgia refrativa que, ajudam a focar os raios de luz colocando a imagem sobre a retina.
4.1. C) HIPERMETROPIA:
A hipermetropia é uma doença caracterizada pela visão desfocada em imagens próximas. É um erro refrativo ou “grau” em que os raios luminosos que chegam aos olhos formam a imagem atrás da retina. Pode ser considerada como o oposto da miopia. Ou seja, a visão fica ruim ao ver objetos próximos, como usar o celular ou fazer uma leitura de um livro, mas enxerga-se perfeitamente bem o que está longe. Os sintomas mais comuns são dificuldade para leitura, dores de cabeça, fadiga ocular (visão cansada), lacrimejamento e náuseas.
Não existe cura para a hipermetropia. O tratamento é fornecer ao paciente uma correção visual confortável e manter a boa saúde ocular; podendo ser feito com o uso de óculos e lentes de contato ou cirurgia refrativa que, ajudam a focar os raios de luz colocando a imagem sobre a retina.
4.1. D) PRESBIOPIA
A presbiopia ou “vista cansada” é uma condição natural associada ao envelhecimento, em que o olho apresenta uma alteração da visão resultando na dificuldade progressiva para focar nitidamente os objetos que estão perto.
Os sintomas de presbiopia costumam surgir a partir dos 40 anos, podendo atingir a sua intensidade máxima por volta dos 65 anos; os mais comuns são dificuldade para leitura, dores de cabeça, fadiga ocular (visão cansada), lacrimejamento e náuseas. O processo de envelhecimento ocular e o aparecimento da presbiopia ocorrerá independentemente da pré-existência dos demais erros de refração, porém seus sintomas podem ser modificados quando a presbiopia coexiste com a miopia, hipermetropia e astigmatismo.
4.2. A) OLHO SECO:
“Olho Seco” é um termo utilizado para descrever um grupo de diferentes doenças que resultam na lubrificação inadequada dos olhos. Essa condição se dá pela baixa produção de lágrimas ou pela má qualidade do filme lacrimal. Alguns sintomas da Síndrome são: sensação de areia nos olhos, queimação, ardência, sensibilidade à luz e lacrimejamento. Existem diversas causas para a doença, desde o clima, vento, ar condicionado, problemas com as glândulas lacrimais, efeitos colaterais medicamentosos, alterações hormonais, doenças sistêmicas, causas nutricionais e envelhecimento.
Por ser uma doença crônica, necessita de tratamento contínuo. Contudo, existem diversas opções para proporcionar conforto ao paciente, como o tratamento de doenças oculares associadas, como blefarite e meibomite; uso de colírios lubrificantes adequados, oclusão dos pontos lacrimais com “plugs”; uso de lentes de contato terapêuticas e colírios anti-inflamatórios.
4.3. A) CATARATA
A catarata é uma alteração funcional do cristalino (lente interna do olho) que pode afetar um ou ambos os olhos e normalmente desenvolve-se lentamente. Mais comumente se apresenta como uma opacificação desta lente natural, diminuindo a transmissão de luz para a retina na parte de trás do olho. Na maiora dos casos deve-se ao envelhecimento natural do olho, mas a doença pode também ter origem em traumas, exposição à radiação, por uso de medicamentos, doenças sistêmicas, inflamações e até estar presente desde o nascimento.
Os sintomas mais comuns são visão embaçada, desfocada, com as cores sem brilho, visão de halos em volta das luzes, dificuldade para ler e dirigir à noite, além de mudanças no grau dos óculos após os 50 anos de idade.
O único tratamento eficaz é a cirurgia para remover o cristalino opaco e substituí-lo por uma lente intraocular artificial. Neste momento se reestabelece a visão e pode se optar por utilizar lentes intraoculares especiais, corrigindo graus pré-existentes e obtendo independência dos óculos.
A cirurgia é realizada sob anestesia local, sem hospitalização. A recuperação habitualmente é rápida, e em pouco tempo o paciente pode retornar às suas atividades de rotina.
4.3. B) GLAUCOMA
Uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo; trata-se do aumento da pressão intraocular ocasionando lesão aos olhos se não tratada a tempo. A pressão intraocular aumentada lesiona irreversivelmente as células nervosas da retina e o nervo óptico, que vão morrendo e provocando perda progressiva da visão, com estreitamento do campo visual. O Glaucoma é uma doença silenciosa e na maioria das vezes, não apresenta sintomas no início. Isso acontece pois na maioria dos casos, os pacientes não sentem dor, baixa de visão ou qualquer outro sintoma.
No estágio inicial, o glaucoma acomete apenas a visão periférica o que torna a percepção da perda de visão difícil de ser notada. Por fim, o paciente enxerga como se estivesse olhando por um tubo, sem qualquer visão lateral ou periférica, até perder, gradativamente, a visão central, levando à cegueira total e definitiva.
A doença aparece com mais frequência a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária.
Por ser uma uma doença crônica que dura toda a vida, é necessário que o paciente faça acompanhamento e tratamentos contínuos para manter a pressão intraocular controlada, evitando a perda da visão. Quanto mais rápido o diagnóstico e tratamento, menor a perda.
Geralmente são indicados colírios específicos para baixar a pressão ocular e evitar a lesão no nervo óptico, mas existem ainda tratamentos com laser e cirúrgicos para controle da doença. No entanto, o melhor tratamento ainda é a prevenção.
4.3. C) ESTRABISMO
O estrabismo é caracterizado pelo desalinhamento dos olhos; sem o olhar paralelo, os olhos acabam direcionados para locais diferentes.
Pode ocorrer por diversas causas: dificuldades de direcionamento dos músculos para a movimentação ocular, perda de visão em um dos olhos, alterações neurológicas, diabetes, hipertensão arterial, tumores, alterações da tireoide e infecções oculares.
Ocorre em sua maioria na infância, mas também pode acometer adultos, principalmente como consequência de outras doenças. Além do fator estético, o estrabismo pode comprometer a visão se não tratado cedo.
Os principais sintomas incluem o movimento dessincronizado dos olhos, desvio ocular, visão dupla, dificuldade de focalizar objetos, fechamento de um dos olhos para se locomover ou realizar tarefas e inclinação da cabeça na tentativa de manter os olhos paralelos.
O tratamento para a doença pode incluir o uso de óculos, exercícios com as vistas, injeção de toxina botulínica, uso de tampão adesivo e cirurgia.
4.3. D) BLEFAROCALASE
Com o passar dos anos, a pele das pálpebras perde firmeza e os músculos ao redor dos olhos enfraquecem, culminando no excesso de pele e gordura nas pálpebras inferiores e superiores. Estas alterações podem provocar sensação de peso nas pálpebras, coceira, diminuição do campo visual, além de aspecto triste e cansado, aparentando maior idade.
Para estes casos é indicada correção cirúrgica, que pode ser realizada a partir do momento em que o excesso de pele e gordura nas pálpebras estejam provocando prejuízo visual ou insatisfação com a aparência.
A blefaroplastia é realizada sob anestesia local, com alta cirúrgica logo após o procedimento, que é relativamente simples e seguro.
4.3. E) CERATOCONE
O ceratocone é uma doença congênita, ou seja, a pessoa já nasce com predisposição para desenvolvê-la. Se caracteriza pelo encurvamento, afinamento e deformação progressivos da córnea, que adquire um formato cônico. A córnea é a estrutura transparente mais anterior do olho, sendo quase esférica e regular. Através dela penetram os raios luminosos que são captados pela retina (fundo do olho). Qualquer distorção na córnea causa redução na qualidade da imagem que chega à retina.
Muitas vezes não é percebida em estágios iniciais, quando a córnea começa a se curvar. A medida que a doença avança caracteriza-se pelo surgimento de miopia ou astigmatismo, mudanças frequentes na prescrição dos óculos, visão borrada, embaçada, distorcida, com halos de luz e alta sensibilidade à luz.
Cerca de 1% a 3% das pessoas são acometidas pela doença no mundo. Com aparecimento na adolescência, de forma espontânea e estabilização normalmente após os 35 anos de idade. Tem forte relação com histórico da doença na família, e aproximadamente um terço dos pacientes tem alergia ocular, com consequente coceira nos olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado à deformidade corneana.
O diagnóstico é feito através de exames de topografia e tomografia de córnea. O tratamento deve ser individualizado, variando conforme o estágio da doença e avaliação clínica do paciente; inicialmente objetiva-se a correção da visão com uso de óculos. Quando não suficientes, é indicado o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou implante de anel intracorneano (anel intraestromal). Pode se optar por tratamento cirúrgico com crosslinking para estabilização da doença e em último caso transplante de córnea, quando a visão não é satisfatória com os tratamentos anteriores.
4.3. F) PTERÍGIO
O pterígio é uma membrana que avança sobre a córnea (lente transparente mais anterior do olho), geralmente a partir do lado nasal. Além do incômodo estético, sintomas como sensação de corpo estranho, areia, coceira, ardência e queimação nos olhos são frequentes.
O pterígio é uma resposta orgânica do olho a um processo de irritação ocular contínuo, podendo ser causado por exposição excessiva ao sol, vento, poeira e produtos químicos. Ao avançar sobre a córnea, pode distorcer sua curvatura, afetando a visão; em estágios avançados pode cobrir parcialmente a pupila, prejudicando a entrada da luz para dentro do olho.
O tratamento pode ser feito com colírios para alívio dos sintomas, mas sua resolução se faz por meio de cirurgia plástica ocular, sob anestesia local.
4.3. G) DEGENERAÇÃO MACULAR DA RELACIONADA À IDADE (DMRI)
A DMRI ou Degeneração Macular Relacionada à Idade, é uma doença que acomete a área central da retina, a mácula. É uma das principais causas da cegueira legal no mundo ocidental, em faixas etárias superiores a 50 anos.
Existem duas formas de DMRI: a seca e a úmida.
A forma seca é a mais comum. A retina vai se desgastando e levando à atrofia ou perda de células da mácula. O paciente percebe diminuição central da visão, de progressão lenta.
A forma úmida, menos frequente, leva à diminuição mais acentuada da visão central e pode ter início súbito. Ocorre o crescimento de pequenos vasos sanguíneos por baixo da retina, formando uma membrana vascular; estes vasos frágeis, sangram e extravasam líquido para o interior da retina ou sob ela, baixando gravemente a visão.
Diversos fatores podem ser associados ao aparecimento da DMRI: história familiar da doença, pela clara e olhos claros, exposição excessiva ao sol, dieta rica em gorduras, fumo, obesidade, hipertensão arterial, doença cardiovascular.
O tratamento proposto para a forma seca da doença, é a suplementação oral de luteína, zeaxantina e vitaminas específicas que podem retardar a sua progressão.
A forma úmida tem que ser tratada com urgência através da aplicação de medicação no interior do olho; ela bloqueia a substância que estimula o crescimento dos vasos sanguíneos na retina. Atualmente, os medicamentos utilizados com este propósito são o Bevacizumab, Ranibizumab e Aflibercept.
Com o tratamento adequado, grande percentual das pessoas portadoras da DMRI não perdem a visão, e parte delas pode ter boa melhora visual.
4.3. H) RETINOPATIA DIABÉTICA
A retinopatia diabética é uma doença que afeta os pequenos vasos da retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. O aparecimento da doença ocular está relacionado principalmente ao tempo de duração do diabetes e ao descontrole da glicemia. Quando o diabetes não está controlado, a hiperglicemia desencadeia várias alterações no organismo que, entre outros danos, levam à disfunção dos vasos da retina. O olho é um dos principais órgãos lesados pelo diabetes, sendo a principal causa de cegueira entre 20 e 64 anos de idade.
As lesões ocorridas nos vasos da retina, causam vazamentos que levam a inchaço e hemorragias. Com o avanço da doença, há proliferação de novos vasos sanguíneos no interior do olho, descolamento de retina e glaucoma. A retinopatia diabética geralmente afeta ambos os olhos e se não diagnosticada e tratada precocemente pode levar a cegueira irreversível.
Exames oftalmológicos regulares são essenciais para detectar complicações oculares decorrentes do diabetes e permitir o início dos tratamentos o mais cedo possível, quando as chances de controlar a doença são maiores.
Para o sucesso do tratamento oftalmológico é fundamental o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial. Diversas opções têm sido utilizadas para os acometimentos oculares: a aplicação do raio laser na retina, chamada de fotocoagulação, produz microqueimaduras na retina para cauterizar vasos sanguíneos permeáveis e evitar a proliferação de novos vasos.
Atualmente a terapia intravítrea com antiangiogênicos é o principal tratamento de casos específicos de retinopatia diabética, onde há o edema macular. As aplicações de medicamentos no interior do olho, com anestesia local, permitem reabsorção do líquido da mácula e melhora visual em muitas situações.
Os casos mais avançados de retinopatia diabética, com hemorragias maiores e/ou descolamento de retina, requerem tratamento cirúrgico, a vitrectomia.